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Um espaço aberto para o debate vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. O anfitrião nem sempre estará presente.

25.10.06

Eleições

Sexta-feira tem o último debate presidencial na Globo. Debates são importantes para avaliar candidatos, comparar propostas, coisa e tal. Mas é impressionante (e irritante) como os encontros entre nossos candidatos à presidência são repetitivos. Sempre as mesmas perguntas, sempre as mesmas respostas (ou não-respostas, como preferirem). São acusações e montanhas de números pouco palpáveis. Nada mais. Chega a ser engraçado ver um chamar o outro de mentiroso e o outro nem se dar ao trabalho de refutar a afirmação. Os blocos menos chatos são aqueles nos quais jornalistas ou eleitores fazem perguntas aos candidatos. Mas a capacidade que estes têm de fugir das perguntas é impressionante. Por mim, o formato dos debates seria exclusivamente assim, com o detalhe de que o questionador teria direito à réplica. Invariavelmente, seria assim:

- Candidato, o que o senhor faria a respeito disso?

- A respeito daquilo, faria tal coisa. E é importante frisar que a respeito daquela outra coisa meu adversário não fez nada.

- Desculpe, candidato, mas acho que o senhor não entendeu a pergunta. Quero saber sobre isso, não sobre aquilo ou aquela outra coisa. O senhor poderia responder à pergunta original de forma objetiva?

Também é impressionante como os dois presidenciáveis são mau orientados e não têm noção de tempo. No debate da Record, inclusive, Alckmin chegou a protagonizar uma cena ridícula porque esgotou seu tempo, propiciando a Lula um momento bem espirituoso. Lula gagueja, hesita e desvia o olhar da câmera de forma impressionante. Alckmin, não satisfeito, gasta uma de suas perguntas para tratar do Nordeste, permitindo a Lula discorrer sobre toda a sua trajetória de retirante bem-sucedido que sensibiliza qualquer um.

Isso sem entrar no (de)mérito dos postulantes ao cargo de governador do Rio. Votarei no Lula e ainda não sei se vou de Frossard ou de nulo. E apesar da convicção no voto pra presidente, não posso deixar de sentir que estou adotando uma política de redução de danos.

Eu queria mesmo era votar no Jed Bartlet.

4 Comments:

At 25/10/06 23:03, Blogger Vitor Dornelles said...

Que mané "redução de danos". É tudo a mesma merda. Faça como eu: não vote (não, não tô falando de voto nulo, mas de não ir mesmo).

 
At 26/10/06 13:38, Blogger Ivan said...

Pô, não gosto nem de anular voto, quanto mais de faltar eleição sem motivo...

 
At 26/10/06 21:41, Anonymous Anônimo said...

Mas, Ivan, o Jed Bartlet mentiu sobre a doença dele. Tb não é um anjo...

 
At 27/10/06 12:48, Blogger Ivan said...

Tem razão, May. Eu voto, então, no Sam Seaborn.

 

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